O que é a depressão
A depressão é um estado de sofrimento psíquico prolongado, marcado por desânimo, perda de interesse e uma sensação de peso que atravessa o corpo e o pensamento. Diferente de uma tristeza pontual, ela não passa com o tempo por si só e costuma se instalar, comprometendo o trabalho, os vínculos e o cuidado consigo mesmo.
Sintomas mais comuns da depressão
- Tristeza persistente, na maior parte dos dias
- Perda de interesse ou prazer em atividades antes prazerosas
- Cansaço constante, mesmo sem esforço físico
- Alterações no sono e no apetite
- Dificuldade de concentração e de tomar decisões
- Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva
- Isolamento social e vontade de se afastar de tudo
- Lentidão no pensamento, na fala ou nos movimentos
O olhar da psicanálise sobre a depressão
Freud, em "Luto e Melancolia", já apontava uma proximidade entre a depressão e o luto: em ambos os casos, há uma perda. A diferença é que, no luto, a pessoa sabe o que perdeu; na depressão, muitas vezes essa perda é menos evidente — pode ser um ideal, uma expectativa sobre si mesmo, um vínculo, ou uma exigência interna que não se sustenta mais.
A escuta psicanalítica não parte da pergunta "como faço o desânimo parar", mas de "o que essa depressão está guardando — o que foi perdido e ainda não pôde ser dito". É esse trabalho de nomear a perda que devolve, aos poucos, o movimento e o sentido.
Como a terapia ajuda no tratamento da depressão
O processo começa por abrir espaço para a fala, mesmo quando ela parece não ter para onde ir. Ao longo das sessões, os fios que sustentam o desânimo — expectativas não realizadas, perdas não reconhecidas, exigências internas severas — começam a aparecer com mais clareza, permitindo que o sintoma perca parte de sua força.
As sessões acontecem semanalmente, presenciais em São Paulo ou por videochamada, mantendo a mesma continuidade e sigilo.